Como funciona a memória humana

Nós temos a tendência de pensar que a nossa memória funciona como um arquivo. Nós experimentamos um evento, geramos uma memória e arquivamos em um “gabinete” para uso futuro. Entretanto, de acordo com pesquisas médicas, os mecanismos básicos da memória são bem mais dinâmicos.

Na realidade, criar memórias é como ligar o seu notebook em um cabo de rede – a eficácia da rede determina como o evento é traduzido em nosso cérebro.

Os neurônios (células nervosas no cérebro) se comunicam através de sinapses, que são estruturas que passam o sinal de um neurônio ao outro. Esta comunicação em rede dos neurônios é feita através dos neurotransmissores.

Em síntese, os neurônios são responsáveis pela condução das informações e impulsos que o cérebro recebe diariamente. Cada um destes impulsos gera uma experiência de memória que é armazenada para futura referência. Por exemplo, quando muitas informações são enviadas ao cérebro, os neurônios comparam com o banco de dados e acrescentam ao histórico ou criam novas pastas, dependendo da origem da informação.

Este acúmulo é a nossa memória. A capacidade de armazenamento de todas as formas de conhecimento adquirido em nossas relações com o meio ambiente

Tipos de memória:

Memória de curto de prazo. Assim que somos expostos a uma nova informação, o nosso cérebro retém os dados e compara com o banco de dados nessa memória. Se houver relevância ele encaminha a informação para outros processamentos, se não for importante ele descarta. Geralmente absorvemos os impulsos através da visão ou audição.

Memória de trabalho. Pense na memória de trabalho como a nossa mesa de trabalho. O que estamos usando fica à mão. O que não queremos, descartamos. Recebemos os impulsos processados por relevância da memória de curto prazo. Avaliamos e trabalhamos nas conexões com o banco de dados e encaminhamos à memória de longo prazo ou permanente.

Memória de longo prazo ou permanente. Como o nome sugere esta é a memória onde todos os dados relevantes são mantidos por muito tempo. Indefinidamente, se fossemos imortais! Ela serve também como a referência de conhecimento armazenado. Por exemplo, pode ser ativada sempre que temos de recorrer a fatos e dados históricos da nossa própria existência ou de conhecimento que já adquirimos no passado.

Outras memórias secundárias também são ativadas sempre que estabelecemos contatos mais refinados, por exemplo, seis mecanismos diferentes de memória podem ser ativados em uma comunicação normal. Memória visual, memória auditiva, memória mecânica, memória tátil, memória olfativa e memória gustativa.

Como funciona a memória

Sempre que um evento é armazenado na memória, várias informações são combinadas e associadas, como sons, imagens e sentimentos. Por isso, é possível melhorar a própria memória sem a ajuda de ninguém. Não há necessidade de atendimento médico, pois isso não é doença. Basta entender que o cérebro, assim como outra parte do corpo se beneficiará com exercícios regulares.

Um ótimo exercício para a memória é uma boa leitura, pois além de combater o “esquecimento”, ajuda a desenvolver a atenção sustentada, refina a percepção visual e mental, auxilia na criação de imagens mentais e organiza todas as informações a serem armazenadas.

A memória também tem picos de eficiência e sofre com algumas deficiências. Quando os dias são agitados e o cérebro ficou exposto a um número inimaginável de informações, é necessário um período de recuperação. O sono é muito importante para o funcionamento da memória. Divida o dia em três porções de 8 horas. Trabalhe oito horas, durma oito horas e dedique as oito restantes a outras atividades.

A dieta alimentar saudável também desempenha um papel fundamental nas funções cerebrais. A memória e a cognição são capacidades que consomem quantidades enormes de oxigênio. Uma dieta rica em alimentos oxigenadores supre o cérebro com todas as necessidades essenciais.

Comentários